Com o objetivo de dialogar com empresários do ramo de defensivos agrícolas, produtores e entidades ligadas ao setor, a Câmara Municipal de Campo Verde promoveu uma reunião, na manhã desta sexta-feira (14). O encontro aconteceu no Plenarinho da Casa de Leis. A pauta do evento foi a possível revogação da Lei Complementar (LC ) 27/2011, que concedeu cinco anos de prazo para que os armazéns de defensivos fossem retirados do perímetro urbano da cidade.
Os empresários e representantes de entidades presentes na reunião demonstraram preocupação com a eventual revogação da LC 27/2011, e elogiaram a iniciativa da Câmara Municipal de debater a questão. “A importância desta reunião é inegável. Ressalta o espírito democrático da Câmara, no sentido de discutir com a sociedade organizada uma questão tão importante, uma vez que o agronegócio é o ‘carro-chefe’ da cidade. É o que ‘movimenta’ esta próspera cidade de Campo Verde. E todas as questões inerentes devem ter todos os lados discutidos, para encontrar uma solução que seja harmônica para a sociedade, para os produtores, e para as revendas. Devemos parabenizar a Câmara de Vereadores pela iniciativa de promover este diálogo”, afirma Tatiane Lopes, advogada da Cearpa – Central de Recebimento de Embalagens.
Milton Garbúgio, produtor de Campo Verde e presidente da AMPA – Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão, afirma que a permanência dos depósitos de defensivos na área urbana não foi devidamente discutida, na época da aprovação do Plano Diretor. “Esta reunião de hoje deveria ter ocorrido há quatro anos. Agora discutimos vários pontos, como o impacto que a saída desses depósitos trará à cidade. Além disso, não existe uma solução para tirarmos estes depósitos da cidade. Se proibirem estes depósitos, onde os colocaremos? Até hoje não foi criado um ‘Parque Industrial’, um local próprio para fazermos estes depósitos”, ressalta.
Para Garbúgio, em 2014, as entidades e autoridades devem discutir as dificuldades e aprovar mudanças no Plano Diretor de Campo Verde, conforme a realidade do Município. “Os produtos que são armazenados não representam grande risco para a sociedade, uma vez que Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] proibiu o uso daqueles defensivos com mais toxicidade. [No que se refere a normas de segurança e estocagem] Os armazéns existentes hoje em Campo Verde, estão em conformidade, dentro das exigências previstas em Lei. Está na hora de estudarmos novamente esta questão de armazenamento dos defensivos. O Plano Diretor é importante e necessário para nossa cidade. Está na hora de a Prefeitura revisá-lo, para que a cidade cresça de uma forma correta”, afirma.
Vereadores continuarão debatendo
A maioria dos vereadores estava presente na reunião. O discurso dos parlamentares está alinhado à questão do diálogo. “O assunto será debatido amplamente, em nossas reuniões. Por enquanto, nada foi decidido. Somos representantes da população. Defenderemos sempre aquilo que for de interesse da sociedade campoverdense”, enfatiza o presidente da Câmara, vereador José Humberto dos Santos.