HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

02Antes de ser criada a cidade de Campo Verde, o primeiro núcleo de povoamento no território campoverdense foi no Capim Branco ou Coronel Ponce. Generoso Paes Leme de Souza Ponce foi um político que governou o Estado no início do século XX.

A denominação Capim Branco foi a primeira, sendo que até os dias de hoje, os mais antigos moradores se referem ao lugar por este nome.

Burity dos Borges é ponto histórico da região. Ali existe uma casa construída de “adobes”, abrigando diversos cômodos. Não fica muito longe de Capim Branco, sendo o lugar onde os membros da família Borges Fernandes se fixaram. Esta família, liderada por Diogo Borges, chegou à região na década de 1880, procedente de Uberaba, Minas Gerais – fugiam de perseguições políticas, causadas por idéias monarquistas e republicanas.

Em meados de 1966, a família Côcco fixou-se às margens da atual BR-70, iniciando nova fase no processo migratório, desta feita, a colonização sulista. A viagem de reconhecimento ao lugar foi feita por Pedro Côcco. Em seguida vieram outras famílias: David, Bomfilho, José Archanjo e depois, outras. Vinham do sul, da localidade de Pinhal Grande, no município de Júlio de Castilhos.

Quando chegaram, encontraram um goiano, o senhor “Duca”, que tinha um pequeno armazém, um “bolicho”. Com o tempo, o goiano foi embora, devido ao escasso lucro que o lugar oferecia.

Por muitas décadas a região viveu apenas da pecuária e da agricultura de subsistência, até que na década de 1970, com a chegada de migrantes vindo do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Campo Verde deu os primeiros sinais de progresso. Primeiro foi o cultivo de arroz que impulsionou a economia local, depois à soja ocupou o cerrado e trouxe mais riquezas para o futuro município.

Em 1974, chegou à região o Senhor Otávio Eckert, gaúcho de Carazinho, que adquiriu terras e fundou a Fazenda Campo Real. No ano seguinte abriu o Posto Paraná, às margens da BR-70, o primeiro grande estabelecimento comercial do lugar. Por muitos anos o povoado ficou conhecido pelo nome de Posto Paraná.

Eckert anteviu o surgimento de uma grande cidade neste lugar. Olhou para o lado e animou-se com o regular aumento populacional do bairro Jupiara. Surgiu então o Loteamento Campo Real. Não demorou muito e parte de suas terras estavam loteadas. A partir daí iniciou-se a venda de lotes urbanos a quem quisesse construir casas na futura Campo Verde. O processo colonizador fortaleceu-se com a instalação de rede de energia elétrica da Fazenda Olvebra até o Posto Paraná. Em seguida Eckert mandou furar um poço artesiano, construiu um posto telefônico e uma escola com três salas de aula.

Em 4 de julho de 1988, por Otávio Eckert, Campo Verde conquistou a tão sonhada emancipação político administrativa. Localizado na região sul do estado, numa altitude de 736 metros acima do nível do mar, Campo Vede tem clima tropical, com temperaturas variando entre 18 e 24 graus, com a mínima oscilando entre 10 e máxima 34 graus. A precipitação pluviométrica entre 9 e 225 milímetros, sendo que a estação chuvosa vai de dezembro a maio. A vegetação predominante é o cerrado com 97% da área, e 3% de mata. O município é banhado pelos rios: Rio São Lourenço, Rio das Mortes, Rio Aricá Mirim, Rio Cumbica, Rio Roncador, Rio Ximbica, Rio Galheiros e Rio da Casca.

A Lei nº. 5.314, de 04 de julho de 1988, de autoria dos deputados Moisés Feltrin e Hermes de Abreu, criaram o município de Campo Verde, com território desmembrado dos municípios de Cuiabá e Dom Aquino.

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O município é banhado pelos rios: Rio São Lourenço, Rio das Mortes, Rio Aricá Mirim, Rio Cumbica, Rio Roncador, Rio Ximbica, Rio Galheiros e Rio da Casca.

Campo Verde é considerado a capital nacional do algodão, pois com o clima e o solo favoráveis, o município é o maior produtor de algodão em pluma do Brasil, com uma produtividade média de 250 arrobas por hectare.

Campo Verde foi o primeiro destino preparado para o turismo tecnológico. Aqui pulsa o agronegócio em harmonia com o ecoturismo. É um novo segmento que ajuda o mercado de vendas de produtos turísticos. O turismo tecnológico tem atraído turistas, principalmente estrangeiros, todavia atinge estudantes, graduados em áreas afins, empresários e investidores.

O texto foi baseado no livro Mato Grosso e seus Municípios, Editora Buriti 2001, de João Carlos Vicente Ferreira.